O preço do precinho

Olá pessoal, hoje vamos falar um pouquinho sobre o famoso precinho. Vejo muito nas redes sociais, em páginas de vendas e trocas, as pessoas fazendo encomendas e sempre pedindo “precinho”. Claro que sei que estamos passando por uma fase difícil da economia, mas mesmo assim precisamos pensar que a partir do momento que pedimos “precinho” estamos desvalorizando o trabalho do profissional que investiu seu tempo e conhecimento confeccionando determinado produto.

Por exemplo para confeccionar um bolo, além dos ingredientes de qualidade, energia e os utensílios necessários é imprescindível a técnica para a confecção do produto além da habilidade da confeitaria que pelo menos ao meu ver isso é um dom…rs quando uma pessoa pede precinho além de desvalorizar o conhecimento desse profissional submete-se também a utilização de produtos de qualidade inferior, pois tem que se ter me mente que a pessoa necessita de um lucro sobre sua venda já que muitas vezes é sua principal fonte de renda.

Quando se dá um preço a determinado produto várias coisas são levadas em conta tais como: investimento financeiro e de conhecimento, tempo gasto na realização da tarefa, utensílios necessários dentre outras variáveis de acordo com o produto ou serviço adquirido. Sendo assim para que essa equação se feche e ainda se obtenha um lucro é importante que todos esses itens sejam colocados na balança e a partir do momento que se pede o “precinho” algum item dessa equação ficará falho.

Indo um pouquinho mais longe com relação a preço, mas importantíssimo de se salientar temos alguns produtos chineses, paraguaios e de outras nacionalidades com preços absurdamente baixos. Alguém já parou para pensar o motivo de preços tão tentadores?  Você deve estar pensando que a culpa são dos impostos brasileiros, certo? Bom em partes essa afirmação é correta, porém, além disso, temos que levar em conta as condições de trabalho desses profissionais. Por diversas vezes é mostrado na televisão sobre a escravidão (mesmo que velada) não só na China, mas como em diversos países incluindo o Brasil. Essas condições de trabalho sub-humanas faz com que esses funcionários muitas vezes tenham salários (quando tem) baixíssimos mantendo assim o lucro do patrão e o “precinho” pedido por tantas pessoas.

Muito se fala em como é caro manter um funcionário aqui no Brasil devido aos impostos sobre este profissional, mas já pararam para pensar o que seria de nós sem esses direitos garantidos pela CLT? Já se deram conta que existem países, como os Estados Unidos e a Índia, que não existe número mínimo de dias para férias do trabalhador e na China são 5 dias de férias por ano?

Quero deixar bem claro que concordo sim que existem profissionais querendo lucrar uma quantia exorbitante em cima de seus produtos e serviços principalmente quando seu produto é sazonal ou escasso e concordo também que os impostos cobrados no Brasil são ridículos de tão altos, porém com esse post somente quis abrir um pouco a mente de vocês para a discussão sobre a valorização profissional e formação de preço.

E lembrem-se quando você pede precinho para alguém, outra pessoa pode pedir precinho para você também.

E aí quem está com disposição a pagar essa conta?

 

Beijinhos estalados e até a próxima

 

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